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17/06/2011
Por onde andam as amélias?

Por onde andam as amélias? 
Prof. Chafic Jbeili - www.unicead.com.br


Amélia: Um clássico do samba! Originado em 1942 da mente de Mário Lago e de Ataulfo Alves, dizia: “Nunca vi fazer tanta exigência. Nem fazer o que você me faz. Você não sabe o que é consciência. Não vê que eu sou um pobre rapaz? Você só pensa em luxo e riqueza. Tudo o que você vê, você quer. Ai, meu Deus, que saudades da Amélia. Aquilo sim é que era mulher. Às vezes passava fome ao meu lado. E achava bonito não ter o que comer. E quando me via contrariado Dizia: Meu filho, o que se há de fazer? Amélia não tinha a menor vaidade. Amélia é que era mulher de verdade”.

Na música, o contraste da sua atual mulher, uma dondoca insensível, exigente e insuportável sua ex deixa o artista saudoso de, chamada Amélia. Durante muito tempo este nome foi pseudônimo da mulher ideal. Aquela mulher compreensiva e que nos momentos de recessão não reclamava, mas ajudava superar crises. Já o sambista Wilson Batista parecia querer enfatizar mais o machismo da época em "Emília" – "Eu quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar. E que de manhã cedo me acorde na hora de ir trabalhar...".

Entre umas e outras a busca pela mulher ideal vem de tempos muito mais remotos do que as décadas de 40 e 50. Adão já havia importunado Deus reclamando: “A mulher que tu me destes...” E hoje? Quem pode chamar sua mulher de Amélia? Ou, qual mulher se esforça para isso ou, ao menos, gostaria de ser chamada de Amélia? A Bíblia diz que “A mulher sábia edifica o seu lar...”, mas quem é a mulher sábia? A que teme ao Senhor? Isso pode ser o “princípio da sabedoria”, mas certamente não encerra a plenitude da sabedoria feminina em suas várias funções e diversidade de papeis sociais.

A executiva vaidosa de hoje é a neta moderna da Amélia dos anos 40 e filha da mulher delicada, chique e criativa dos anos 60. A inversão de valores; a deserção do homem interpretada como “modernização” de seus papeis extinguiram a Amélia, e a representação deste pseudônimo tornou-se antiquada e indesejada. Passar e lavar é coisa para máquinas. Comer no self-service é mais econômico. E que Wilson Batista compre um despertador se quiser levantar mais cedo.

Ainda que a mulher de hoje fosse a Amélia de ontem, isso por si só não bastaria. O homem de hoje também está muito mais exigente e “mal-acostumado” com a flexibilidade da vida moderna. A “amélia” de hoje seria apenas a essência de uma mulher polidinâmica.

A mulher ideal de hoje, não pode mais ser apenas a Amélia de ontem. Ela precisa incorporar outras personalidades para garantir o sucesso de seu relacionamento: Além da compreensão e humildade da “Amélia” e seu carinho materno em tempos de crise, precisa dispor, mesmo que de vez em quando, da maestria culinária de uma “Tia Anastácia” na cozinha. Precisa ser a “Tiazinha” ou a “Feiticeira” no quarto do casal e uma “Madre Tereza” no quarto dos filhos. Na sala, deve esbanjar a diplomacia e a intelectualidade de “Marília Gabriela”. E por aí vai...

De outra forma, qualquer falta de interesse ou destreza em se adaptar à esta forma multifacetada de ser a mulher ideal de seu amado, você o estimulará a persistir na busca e nas aventuras por cada e com cada uma destas brilhantes mulheres, ícones temáticos de nossa sociedade, em diferentes lugares e em diferentes tempos. Mal sabendo que você pode ser todas elas sem deixar de ser você mesma. Pois acredito que há uma Amélia, uma Tiazinha, uma Madre Tereza e uma Marília Gabriela adormecida dentro de cada mulher, pronta para despertar. A sabedoria apenas ajudará na escolha do lugar e tempo certo!

Prof. Chafic Jbeili


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