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16/01/2012
Inteligência boba

Inteligência boba.
Prof. Chafic Jbeili - www.unicead.com.br

Perdem-se a oportunidade de desenvolver pessoas brilhantes quando se negligenciam o desenvolvimento da garotada. Sem dedicação familiar integral a melhor das crianças pode transformar-se no pior dos adultos.
 

A genialidade é algo possível ao ser humano. A mente tem plasticidade propícia para responder aos estímulos e se desenvolver complexamente. Doses constantes de excitação neurodinâmica planejada e conjugada com atividades estratégicas podem transformar qualquer pessoa comum em alguém brilhante.

O contrário também é verdadeiro. Sem estímulos o cérebro pode perder capacidades importantes sem jamais poder recuperá-las plenamente.

O caminho para desenvolver a genialidade é bem mais simples do que se pensa, mas ainda dá trabalho empreendê-lo. Em um futuro muito próximo teremos comprimidos para desenvolver o cerebelo e aumentar o volume das redes neuronais em apenas algumas horas, talvez menos, mas agora não.

Por enquanto, o trabalho é artesanal. Sono balanceado, alimentação rica em oligoelementos, jogo de xadrez como diversão, ouvir e tocar música clássica como parte da rotina diária intercalados com sistemático acompanhamento escolar e hábito de leitura ainda são os caminhos disponíveis para causar a genialidade.

Contudo, a peça fundamental nesse processo de desenvolvimento da genialidade na criança é a dedicação integral por parte dos pais ou responsáveis diretos, pois sem o acompanhamento na rotina diária da criança dificilmente o cérebro, por mais privilegiado pela natureza, conseguirá chegar algum dia à genialidade.

Mesmo que a criança não tenha em sua árvore genealógica “gênios brilhantes” poderá desenvolver-se a essa condição. A criança que desde o ventre materno até a juventude recebe alimentação adequada, ouve Mozart, é estimulada tocar algum instrumento musical, tem orientação assistida para brincar, estudar e liberdade para perguntar sobre tudo certamente alcançará bom desenvolvimento cerebral, podendo indubitavelmente se tornar alguém brilhante.

Mas para quê tanto esforço em formar mentes brilhantes e pessoas geniais? São várias as razões! Porque pessoas com mentes privilegiadas terão mais chances de sobreviverem aos desafios futuros. Só os gênios podem pensar com destreza sobre soluções geniais para problemas complicados, e o futuro reserva muitas questões complexas, como por exemplo, retirar CO2 das profundezas do oceano e transformá-lo em energia, pois as fontes atuais estão se esgotando.

Pelos vídeos com maior acesso na internet, pelas palavras mais procuradas nos principais buscadores, pelos programas de maior audiência na TV, pelas músicas mais tocadas nas rádios, pelas queixas de pais e professores dá para se ter uma boa e assustadora idéia do entulho humano que estamos “deixando” com a enorme e nobre responsabilidade de progredir a raça humana e continuar zelando e preservando o planeta.

Não está coerente a formação atual dos jovens com os desafios que eles enfrentarão na idade adulta.

Deixar crianças e adolescentes se desenvolverem ao ritmo daquilo que eles mesmos escolhem para si é condená-los a mediocridade, desenvolvendo habilidades digitais específicas que não passam de inteligência boba sem qualquer aplicação mais útil para o futuro, senão da humanidade, pelo menos deles mesmos.

Além de pensar em deixar um planeta melhor para as pessoas, nós outros os adultos, deveríamos fazer algo de significativo para deixar pessoas melhores para o planeta. Só assim pessoas e planeta poderão sobreviver um ao outro em um futuro cada vez mais complexo, escasso e desafiador.

Reprodução autorizada desde que mantido a autoria.



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